Entre os dias 28 e 30 de agosto, 110.000 pessoas passaram pelo Parque da Bela Vista para viver a quinta edição do MEO KALORAMA, ao som de nomes como Ms. Lauryn Hill, Robbie Williams, Deftones, Turnstile, Grace Jones, Sam The Kid com Orquestra e Orelha Negra e Clipse A arte e a sustentabilidade reafirmaram-se como pilares do festival, com os projetos de Diogo Aguiar Studio e Leonor Violeta e iniciativas como a campanha “Não É Não”
A quinta edição do MEO KALORAMA abriu portas a 28 de agosto naquele que foi mais um regresso ao Parque da Bela Vista, cenário idílico que recebe o festival desde o primeiro ano. Ao longo de três dias, passaram pelo MEO KALORAMA 110.000 pessoas para assistir a uma edição memorável encabeçada por Ms. Lauryn Hill, Robbie Williams, Deftones e Turnstile.
Naquele que foi o último concerto do ano, os Deftones fizeram jus a mais de três décadas de carreira, perante um público que reuniu diferentes idades e gerações. Com uma setlist que atravessou várias fases da sua trajetória, a banda californiana entregou uma atuação intensa e incontornável, reafirmando o lugar que ocupa entre os nomes mais marcantes do rock contemporâneo.
A ligação dos Turnstile ao público português voltou a ficar bem evidente no Palco MEO, numa atuação marcada pela entrega absoluta de ambos os lados. Entre saltos, dança e cânticos em uníssono, a banda de Baltimore transformou o recinto num espaço de pura celebração e comunhão, com o público a acompanhar cada momento do início ao fim. Aos Turnstile e a todos os que fizeram desta uma das atuações mais vibrantes do festival, fica apenas uma mensagem: “I want to thank you for letting me be myself”.
No Palco Sagres, o hip hop assumiu o protagonismo numa noite marcada por duas atuações de peso.
Às 21h30, Freddie Gibbs + The Alchemist subiram ao palco para uma verdadeira aula de rap, com rimas afiadas, produção irrepreensível e uma química entre ambos que se fez sentir do primeiro ao último tema. De seguida, os Clipse, dupla formada por Malice e Pusha T, trouxeram ao Parque da Bela Vista o universo de Let God Sort Em Out, o mais recente álbum do grupo e um dos trabalhos de hip hop mais celebrados do ano, nomeado para vários GRAMMYs. Na sua estreia em Portugal, os Clipse tiveram a responsabilidade de encerrar o Palco Sagres e fizeram-no em grande: uma atuação explosiva que deixou o público em êxtase.
A Sala de Pausa, uma das iniciativas de sustentabilidade do festival, é um espaço seguro, calmo e controlado, criado para acolher pessoas que possam sentir-se sobrecarregadas com os estímulos intensos de um ambiente festivaleiro como o MEO KALORAMA.
O Palco PANORAMA Lisboa foi entregue à Príncipe, uma das editoras mais importantes e influentes da música electrónica portuguesa, numa celebração da identidade sonora da cidade. Helviofox b2b DIIONYG, Soundpreta, DJ Lycox, DJ Marfox, Nídia e O Ghettão sucederam-se ao longo do dia, mantendo a pista em movimento e levando à clareira mais bonita do MEO KALORAMA a energia, os ritmos e a irreverência da batida lisboeta.
A Residência Artística by Chelas É o Sítio reforçou a ligação do festival à comunidade de Chelas. Na quinta edição do MEO KALORAMA, a parceria ganhou uma nova dimensão, dando lugar a uma residência artística que culminou na criação de temas originais pensados especialmente para o festival. Em palco, os artistas emergentes do bairro apresentaram o resultado deste processo criativo num concerto particularmente especial porque, desta vez, estavam verdadeiramente a jogar em casa.
O alt-country de Wednesday não deixou ninguém indiferente. A voz inconfundível de Karly Hartzman tem vindo a afirmar-se como uma das mais singulares do panorama indie atual, enquanto Bleeds, editado este ano, se posiciona entre os trabalhos de guitarra mais marcantes de 2026. Ao vivo, as canções ganham ainda mais força e dimensão, numa atuação em que a banda de Asheville transformou a intensidade do disco numa experiência visceral, conquistando um público completamente rendido.
Num dia em que o rock e as sonoridades mais pesadas assumiram o protagonismo, coube aos portugueses TRAVO a missão de abrir o maior palco do festival. A banda de Braga não se intimidou com a responsabilidade e entrou em força, mostrando que o stoner rock continua bem vivo ao ser fazer nascer o primeiro mosh do dia, um prenúncio perfeito para o que ainda estava por vir.
Peaches regressou ao MEO KALORAMA para uma atuação eletrizante e absolutamente irreverente. Ícone do electroclash, do feminismo e da cultura queer, a artista canadiana voltou a provar em palco porque continua a ser uma figura incontornável da música alternativa, numa atuação provocadora, energética e sem filtros. Depois de um concerto tão completo quanto imprevisível, fica apenas a pergunta: “What else is in the teaches of Peaches?”
O MEO KALORAMA encerra assim a sua quinta edição, depois de três dias marcados por concertos memoráveis e por uma programação onde a Música, a Arte e a Sustentabilidade voltaram a caminhar lado a lado.
O festival agradece a todo o público, artistas, parceiros e imprensa que fizeram parte desta edição. Ao longo de três dias, construímos juntos mais um capítulo da história do MEO KALORAMA, num encontro de música, cultura e comunidade que encontrou no Parque da Bela Vista o cenário perfeito. Até para o ano!
O festival agradece a todo o público, artistas, parceiros e imprensa que fizeram parte desta edição. Ao longo de três dias, construímos juntos mais um capítulo da história do MEO KALORAMA, num encontro de música, cultura e comunidade que encontrou no Parque da Bela Vista o cenário perfeito. Até para o ano!



